sexta-feira, 13 de maio de 2011

Azul de Novo???????????????

Tá certo que eu não gosto muito do azul, pois se trata da cor principal do maior rival do Figueirense, meu time do coração. Mas nem por isto deixo de criar e apreciar os celestes e os cobaltos. O azul que estou me referindo aqui, é sobre a cor dos anéis para os nosso pássaros para este ano de 2011.
Não é possível que as cabeças pensantes da nossa querida FOB, não tenham procurado outra cor para os benditos anéis. Eles são idênticos aos usados em 2008, ou seja, a apenas 3 anos atrás. Eu mesmo ainda tenho em meu plantel vários pássaros daquele ano. E pelo que sempre achei (me corrijam se estiver errado), uma das principais vantagens de se ter anéis de cores diferenciadas, é para ajudar na hora do julgamento. Apenas pela cor, qualquer Juiz passa a identificar a idade do pássaro automaticamente, sem precisar pega-lo nas mãos.E isto nos serve também para a identificação mais rápida de nossos próprios pássaros e também quando estamos adquirindo matrizes em outros criadores. Só pela cor vc já sabe a idade do pássaro.
Na europa, principalmente na Budgerigar Society, as cores dos anéis atendem a um planejamento de no mínimo 5 anos para frente, ou seja, daqui a 5 anos todos os criadores já sabem qual a cor do anel que irão comprar. Mas acredito que eles devem estar completamente errados, aliás inglês é muito certinho mesmo, e este tipo de coisa é uma tremenda de uma babaquice, pra que aplicarmos isto aqui, se na hora de mandar fazer os anéis a gente arranja uma cor qualquer, já que ninguém reclama mesmo, e olha que a gente ainda paga.
Acho até que pode ser também uma contenção de custos de nossa querida FOB, já que devem ter achado uma lata de tinta perdida de 2008, e para não perde-la resolveram confeccionar os anéis deste ano com a mesma cor.
Desculpem nossos dirigentes, mas esta magnífica idéia, foi simplesmente ridícula. E para não dizer que eu só meto o pau em tudo, e não ajudo em nada, fica ai embaixo uma lista de cores para que estas mentes brilhantes possam apreciar, e quem sabe utilizar alguma delas para os próximos anos.

Verde – preto - vermelho sangue – roxo –dourado

Se alguém quiser pode sugerir mais cores, quem sabe fizemos uma lista e mandamos a FOB para eles apreciarem na próxima assembléia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os filhotes começam a nascer

Como já era de se esperar, após a postura e o choco, alguns filhotes começam a aparecer nos ninhos. Os primeiros a nascerem foram de um casal de portadores de fulvo, e como a probabilidade de nascimento de fulvos neste casal é de 25%, dos 4 filhotes que nasceram, advinhem quantos são fulvos? Nenhum. É a lei de Murphy atuando mais uma vez. As primeiras posturas não foram muito férteis não, alguns casais encheram apenas o último ovo e alguns tiveram posturas vazias, o que eu considero normal. Já alguns casais me surpreenderam, pois mesmo sendo jovens, estão com todos os ovos cheios. Os filhotes que nasceram ainda estão em fase de crescimento e nenhum deixou o ninho ainda, não dando portanto, de ver como anda a qualidade.
Outro fator que quero relatar é quanto aos casais que estão criando nas gaiolas novas, aquelas tipo armário, apenas com a frente com grades. Pelo que notei, os pássaros demoram mais a se adaptar, e algumas vezes acabam batendo contra as laterais de madeira. Quanto aos ninhos novos as fêmeas se adaptaram bem, não havendo problema algum. Como eles são mais fundos, vou aguardar para ver a saída dos filhotes, dizem os entendidos, que estes ninhos só permitem que os filhotes saiam dele, quando realmente estiverem fortes e no tempo certo, o que facilita a separação dos pais logo em seguida, é esperar para ver.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Começo das Posturas

Como diz o próprio título, após acasalar os pássaros no início de Março, as posturas começaram por volta do meio do mês e a expectativa é que já na próxima semana comecem a nascer os primeiros filhotes. Sei que para alguns comecei tarde, mas sempre criei assim, tinha épocas que eu só acasalava depois de terminado todos os campeonatos.
Voltando aos ovos, este começo não mudou muito dos anos anteriores. Alguns casais ainda se adptando e com os primeiros ovos vazios, e o que mais me intrigou foi que de 12 gaiolas, 3 fêmeas pusseram e em seguida comeram seus ovos. Eram fêmeas que estavam criando pela primeira vez, e pelas pesquisas que andei fazendo por ai, com veterinário e foruns do exterior, acho que trata-se de um mal hábito e não alguma deficiência na dieta.
Para a solução destes casos, sugiro que logo após a fêmea comer seu ovo, deve-se colocar um ovo de plástico. Eu particularmente confecciono estes ovos com DUREPOX, já que eu prefiro eles maiores, e não estes que são vendidos por ai do tamanho de um ovo de canário. Por serem de DUREPOX, além de se conseguir fazer o tamanho que se queira, também ficam mais pesados, o que dificulta as fêmeas de jogarem eles pra fora do ninho.
Vale ressaltar que nem sempre são as fêmeas as responsáveis por tal atrocidade com seus ovos, os machos também podem cometer tal delito, mas no meu caso foram elas mesmo, já que os machos já foram udados anteriormente, e as penas sujas de ovo da cara das fêmeas não deixava dúvidas.
Agora quando a fêmea é boa demais, eu uso uma armadilha para retirar seus ovos, sem dar chance a ela de comer. Eu fiz um furo no meio do côncavo de uma das bases usadas dentro do ninho, e todo dia antes de ela pôr, eu troco a base normal por esta furada, que fica um pouco elevada. Por baixo coloco serragem e apenas aguardo, quando eu retorno ao criadouro ao final do dia, basta levantar a base, pegar o ovo intácto e colocar embaixo de uma ama seca. É uma armadilha que já me rendeu bons resultados, só lembrando que depois de retirado o ovo, volta a base normal e é colocado um ovo postiço para ela continuar chocando.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Volta

Depois de um longo recesso, resolvi voltar a escrever no Blog. Esta parada teve uma mistura de frustração e férias, frustração pelo baixo número de filhotes tirados este ano que passou, que já foi motivo de outro post. Já as férias foram tanto particulares como dos próprios pássaros, já que com este calor que faz aqui no sul, dei um tempo na criação e apenas deixei a bicharada descansar em voadeiras.
O ano que passou foi catastrófico, só teria sido pior, se uma epidemia tivesse acabado com o plantel, porque pela primeira vez em quase 30 anos criando periquitos, consegui a proeza de só criar 37 filhotes. É bem verdade, que este ano acasalei os pássaros no dia primeiro de Maio, contra normalmente no final de Fevereiro de todos os outros anos, mas mesmo assim acho que isto não é e não pode ser justificativa para a baixa produtividade.
Levantei alguns dados no meu programa que controla a criação e cheguei a alguns números que gostaria de partilhar com vocês. Usando 12 gaiolas de criação, neste período de Maio a Novembro do ano passado, consegui criar com 15 casais diferentes. Para a formação destes casais foram utilizados 10 machos e 15 fêmeas, o que mostra que alguns machos acasalaram com fêmeas diferentes e que nenhuma fêmea teve filhote com mais de 1 macho. Levando-se em consideração a rotatividade dos casais durante o ano, fica claro que a antiga máxima ainda prevalece: “tenha sempre o dobro, no mínimo, de fêmeas em relação ao número de gaiolas”. E temos que reconhecer, o trabalho delas é muito mais árduo do que o dos machos, afinal elas são encarregadas de botar os ovos, chocar e ainda cuidar dos filhotes até que eles saiam do ninho.
Agora o que me surpreendeu foram os números de filhotes apurados por casal, que foram os seguintes:

5 casais tiveram 1 filhote
5 casais tiveram 2 filhotes
2 casais tiveram 3 filhotes
1 casal teve 4 filhotes
1 casal teve 5 filhotes
1 casal teve 7 filhotes

As duas primeiras linhas acima assustam, e o que se vê é os últimos 3 casais procriando a mesma quantidade dos outros 12 casais. Que alguma coisa aconteceu, eu não tenho dúvidas, o pior é que eu não consegui identificar o que estava errado.
Para finalizar, mesmo com esta baixa produtividade, e esta é uma estatística que eu faço a bastante tempo, os melhores meses de criação em meu criadouro sempre foram Julho, Agosto e Setembro em todos os anos.
Como diz o título do post, estou voltando, mas com uma insegurança tremenda. Afinal, as fêmeas que estão no plantel continuam sendo as mesmas do ano passado, e que não foram lá estas coisas na gaiola de criação. Por outro lado, as novas filhotas são poucas e ainda muito jovens. Ou seja, será uma volta apreensiva, com os dedos cruzados.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Novo Padrão ou só uma Tendência?

Ontem recebi um e-mail do meu amigo Rolli de Jaraguá do Sul, que questiona meus escritos abaixo sobre o tal periquito “búfalo”. Inicialmente quero dizer que não se trata de de uma palavra imposta por qualquer padrão mundial, e sim, uma palavra criada por Gerald Binks da Inglaterra para melhor descrever o efeito que as pernas sobre a cera, projetada para os lados e arqueadas para baixo, confere ao pássaro. Sabemos também, que a primeira pessoa a aparecer no mundo com pássaros neste estilo foi Daniel Lutolf da Suíça (o qual tive o prazer de visitar em janeiro de 2009), que nunca escondeu de ninguém que começou criando com pássaros do Mannes e de seus compatriotas alemães. O mais interessante disto tudo, é que quando o Daniel começou a aparecer no cenário mundial com pássaros de um estilo diferente do que até então se criava, seus pássaros começaram a ser capa de revistas. Os ingleses em um primeiro momento se surpreenderam e deram o devido crédito ao novo estilo. Porém, não foi tão fácil chegar ao novo estilo com quantidade e rapidez desejada, e ai, durante os primeiros 5 anos do aparecimento destes pássaros, os ingleses passaram a criticar este tal estilo, imputando a ele problemas de fertilidade e principalmente desproporcionalidade. Mas o interessante é que as visitas ao criador suíço, não paravam. A Europa toda queria conferir de perto este novo “achado”, e isto fica fácil de comprovar pelo livro de visitas de Lutolf, onde lá estão o nome dos maiores criadores de periquitos do mundo, excetuando Jô mannes. O preço praticado na suíça eram considerado “salgados”, mas a verdade é que deste criador saíram matrizes para todos os lugares da Europa, principalmente a Inglaterra. Passou-se então a perseguir um novo tipo de pássaro, e vale aqui lembrar, este novo estilo não foi imputado por federação alguma, foi perseguido pelos próprios criadores do mundo todo, portanto, os primeiros responsáveis a tornar este estilo cobiçado. Sabe-se é claro que não se trata de um padrão oficial estabelecido por normas de federações, mas sem dúvida é atualmente o padrão eleito pelos criadores, e como já se constata também na Inglaterra, o padrão que vem vencendo os maiores Shows daquele país, portanto, sendo aceito pelos juízes. Nos últimos 3 anos a Inglaterra curvou-se ao novo estilo, esta é a verdade, e nestes sites abaixo você pode conferir as fotos do Best in Show e do Best Opossite Sex da BS da Inglaterra deste ano.

http://mickfreakley.blogspot.com/2010/10/another-major-award.html

http://www.budgerigarsociety.com/bs_club_show_2010.asp

Agora me responda, você gostaria de ter um plantel com pássaros neste estilo? Se estes pássaros fossem expostos aqui no Brasil, não venceriam porque estão fora do padrão nacional? Respeito a opinião de todos, mas duvido que alguém tenha coragem de dizer que não gostaria de ter no plantel pássaros com este estilo. Usando o exemplo da Inglaterra, enquanto não tivermos aqui no Brasil pássaros ganhando todos os campeonatos com este estilo novo, é claro que ficaremos fazendo apologia ao estilo que temos. Mas deixa começar a aparecer os “búfalos” em quantidade por aqui que eu quero ver, se todo mundo não vai correr atrás. Aliás, pra mim todos já buscam isto, tanto é que nas fotos dos sites nacionais que eu visito, a maioria dos criadores faz questão de postar pássaros com as famosas penas sobre a cera projetadas para o lado e caídas. Para encerrar meu longo comentário, pode não se tratar de um “Novo Padrão”, vamos então passar a chamar quem sabe de uma nova “Tendência”.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Que Ano !!!!!!!!!!

O título do post refere-se a minha criação exclusivamente. Comecei a criar periquitos por volta dos meus 15 anos, e sinceramente não me lembro de ter uma temporada tão ruim. De certo que comecei muito tarde este ano, para ser preciso em Maio, mas os resultados tem sido frustrantes. Até agora não consegui anilhar 30 filhotes, o que significa que nem de perto chegarei aos 80 que costumava criar todos os anos com minhas 12 gaiolas. Não sei se o tempo influenciou, aqui no sul estamos tendo um inverno um pouco mais prolongado, com períodos de muita chuva. O estranho disto tudo, é que nos últimos 2 meses, poucos filhotes nasceram e por incrível que pareça, os que nasceram acabaram morrendo. E estas mortes não foram exclusivamente por doença, o que poderia caracterizar uma epidemia no criadouro, mas foram por fatores diversos como abandono dos pais e ataques. A última que me aconteceu, foi com um macho que eu já havia criado com ele. A Fêmea era nova e o casal gerou 4 filhotes. Um certo dia quando cheguei em casa, o filhote mais velho estava no chão da gaiola com a cabeça totalmente estraçalhada, a mãe e o pai também sujos de sangue. Imediatamente tirei a fêmea que era nova e nunca havia criado. Deixei o macho ao qual já havia criado outras vezes a cuidar dos 3 filhotes restantes. No outro dia o segundo mais velho saiu do ninho e nem deu tempo de ver ele andando, quando cheguei já era tarde. Conclusão estou cuidando dos 2 que restaram, mas acho que não vou conseguir salva-los. Mas são ossos do ofício, se fosse fácil não seria tão gostoso o nosso hobby.
Aproveitando o mesmo post, acabo de ver uma foto do pássaro Best in Show da BS da Englaterra, um macho verde cinza do criador Les Martin. Simplesmente fantástico, a cabeça do pássaro é excelente. E aí comecei a pensar, levando-se em consideração que não podemos importar tais características para o país, que a última realizada com pássaros do Lutolf, já fazem alguns anos, quanto tempo levaremos para ter estes pássaros em quantidade aqui no Brasil? Sabemos que alguns criadores já possuem alguns exemplares com tais características, mas ainda acho que falta fixar melhor o tal efeito “búfalo” por aqui. Na Europa o intercâmbio entre os criadores é muito maior, e uma característica desejável, multiplica-se com muito mais rapidez.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um Assunto Polêmico

Para não deixar de postar, já que estou saindo de viagem esta semana, resolvi tocar em um assunto um tanto quanto polêmico. Qual a importância da FOB para os criadores de periquitos? Recebi semana passada um E-mail, que falava sobre o aumento das anilhas para que a FOB pudesse ajuizar causa para defender os interesses do pessoal dos exóticos. Pelo que entendi, aos criadores de canários este aumento não será repassado (não sei se estou correto). O que quero levantar aqui é algumas questões para serem repensadas.
Tirando o Campeonato Brasileiro, que atualmente conta com um número reduzido de criadores de periquitos, a FOB patrocina algum outro evento pelo Brasil?
Será que nós criadores de periquitos, não poderíamos criar uma Associação só para nós, como existe na Inglaterra a Budgerigar Society ?
Se levarmos em conta que a maioria dos criadores não participa dos campeonatos brasileiros, que os campeonatos regionais e estaduais são decadentes, e que a maioria dos criadores dá muito mais importância para os diversos torneios existentes, para que precisamos da FOB?
Só para citar 2 exemplos, o Campeonato Sul-Brasileiro e o torneio da APCPA atraem muito mais criadores do que no brasileiro. Se levarmos em consideração que são executados e planejados por alguns abnegados de nosso Hobby, sem nenhuma participação da FOB, qual o problema destes torneios aceitarem anilhas fechadas que não tenham a sigla da FOB?
Honestamente, depois que surgiu a classe “qualquer idade”, onde se pode inscrever pássaros jovens para concorrer com os mais velhos, qual o problema da idade do pássaro? Se o pássaro for bom, ele vai vencer em qualquer categoria independente da idade. O maior prêmio de um criador não é ter um Best in Show? Então qual o problema se o pássaro é jovem ou adulto? Que vença o melhor. Agora se fosse como antigamente, que a cada ano só se podia inscrever pássaros do ano anterior, aí as anilhas tinham seu valor. Hoje a anilha só tem seu valor, para a classe filhotes.
Sei que estou tocando em um vespeiro, que neste meio existe uma guerra de vaidades e alto egocentrismo da maioria dos dirigentes, e que nós criadores pequenos, somos parte deste joguete.
Portanto, acho que existe espaço para que outras associações possam regulamentar a criação de pássaros no Brasil, como é feito na Europa e Estados Unidos. Porque aqui no Brasil, nós criadores de periquittos temos que ficar a mercê de uma única instituição, comandada exclusivamente por criadores de canários? Porque não criarmos a nossa própria instituição?