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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vai Começar a Brincadeira

O título acima refere-se a mais um ano que começa no Criadouro F13, mais um ano de criação propriamente dita.
Acasalei os pássaros no dia 22 de Janeiro, e hoje já estou com duas fêmeas com ovos e mais alguns casais se encaminhando. Mais uma vez, os casais que estão nas gaiolas armários tem mais dificuldades de adaptação e demoram mais para procriar. este ano resolvi começar a criar mais cedo, na verdade estou tentando ganhar tempo, já que historicamente os meses de Junho e Julho são péssimos para mim. Credito isto as baixas temperaturas e a alta humidade que ocorrem aqui no sul.
No mais é aguardar e torcer para mais um ano bom, esperando a chegado do novo Best in Show.
Só para não deixar de postar uma foto, esta é de uma fêmea nascida no final do ano. Ela já foi clicada por aqui, é a mesma de post anteriores e que eu falo que ela não saiu bem na foto, mas o direcional de penas era muito bom. Dá uma olhada como ela ficou depois da muda.






sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Enchente

Este post é um pouco mais difícil de escrever, porque na verdade, quero dividir com voces um pouco de minha triteza nesta hora tão complicada. Não se trata de falar dos pássaros em sí, mas das dificuldades que uma enchente causa na vida da gente. Após 3 anos sem que o rio resolvesse se enfurecer, eis que novamente na semana passada ele deu o ar de sua graça. Dentro de casa tivemos água à 12 cm, o que se comparado a 2008 que foram 90 cm, podemos dizer que não foi tão ruim assim. E como fomos avisados com antecedência de praticamente 24 horas pela defesa civil, desta vez, não perdemos nada. Em 2088 foram-se muitos móveis, uma cozinha com fogão e tudo e uma caminhonete S10.
 Mas o que quero relatar é quanto ao criadouro, ele fica na parte mais baixa de meu terreno e este ano as águas chegaram a 1 metro dentro dele, contra 1,70 m de 2008. Na enchente passada perdi mais de 20 pássaros e o ano seguinte (2009) minha criação foi uma lástima, com apenas 37 filhotes no ano todo. Este ano não perdi nenhum pássaro dentro da água, mas nesta última semana já foram 4 mortes. A única coisa que perdi foi meu armário gaiola que tem 4 fileiras de gaiolas e as duas últimas ficaram totalmente dentro da água. Como ele é inteiro e de MDF, inchou todo e terá que ser substituído.
É uma sensação horrível, por mais que voce limpe, a impressão é que tudo esta contaminado, a umidade é extrema e o cheiro que fica não é muito agradável. Interessante dizer que as mortes ocorrem de forma repentina, sem que o pássaro apresente qualquer sinal de doença, agora a pouco antes de começar a escrever, encontrei uma fêmea que estava chocando super bem, morta em cima dos ovos. Tenho pulverizado o criador todos os dias com Herbalvet, para melhorar o cheiro e também acabar com bactérias e vírus que por ventura estejam circulando no ar e até comprei um pulverizador elétrico para tal fim.
Para salvar todos os bichos da água, acabei tendo que desfazer alguns casais que estavam chocando, outros que iriam começar a por e alguns que havia acasalado a pouco tempo, só ficaram nas gaiolas aqueles que tinham filhotes. Agora é esperar o sol aparecer de novo, e recomeçar, mas acho que a criação este ano está praticamente chegando ao fim, no máximo vou conseguir mais 1 rodada só e isso se os pássaros colaborarem. Abaixo as fotos de mais esta catástrofe natural pela qual passamos e que mostra o começo e até onde as aguas atingiram o criadouro.








terça-feira, 2 de agosto de 2011

Falando Sobre Genética

O título acima não quer dizer que eu vá escrever sobre genética especificamente em sua parte técnica, que eu acho que deve ser feita para quem entende. Minha intenção aqui, é comentar sobre um pequeno detalhe que em muitas vezes, dentro de nosso criadouro, nós esquecemos.
Deixando a enrolação de lado, parto para a experiência vivida por mim neste começo de criação. Em Março deste ano, resolvi formar um casal de portadores de Fulvo que eu tinha criado em anos anteriores, para tentar manter e melhorar esta variedade em meu plantel. A primeira postura apresentou 8 ovos cheios, com nascimento de 6 filhotes (2 morreram logo após nascer). Nenhum fulvo. Na segunda postura foram mais 7 ovos, com mais 6 nascimentos e desta vez, a surpresa: nenhum fulvo. Voltei ao computador e aos registros que guardo manualmente, será que eu tinha me enganado, e algum daqueles pássaros não era portador? Mas, os registros indicavam que eu estava certo. Confesso que pensei em separar o casal, como pode depois de 12 filhotes não ter nascido nenhum fulvo?
A curiosidade tomou conta e eu deixei o casal fazer a 3 postura. Desta vez 8 ovos cheios, e nesta semana finalmente descascou o primeiro fulvo. Todo este relato para primeiro mostrar que conformes as leis Mendelianas, deste cruzamento só iremos obter 25% da prole fulvo, os outros 75% serão pássaros fenotipicamente normais, como os chamamos quando estamos comparando com um gen recessivo.
O outro ponto que quero alertar, e que eu acho muito mais interessante, é que uma vez eu li (por favor me corrijam se estiver errado) que, é preciso a geração de pelo menos 16 “filhos” de um determinado cruzamento, para que se possa afirmar com certeza que tal fator existe ou não nos gens dos pais. Ou seja, em um cruzamento igual ao que eu fiz, antes do 16º filhote ter nascido eu não poderia dizer que eles não eram portadores do fator fulvo.
E aqui entra um artigo que eu li de um criador inglês que dizia o seguinte, quando formamos os casais visamos um determinado objetivo, na maioria das vezes na busca da melhora de qualidade, e logo na primeira ninhada nos decepcionamos com o resultado. Normalmente deixamos a segunda postura e se o resultado se repetir, imediatamente separamos o casal. Se levarmos em consideração o que eu acabei de escrever acima, só deveríamos estar certo de que o casal realmente não é compatível, após um número excessivo de filhotes, já que, a qualidade dos pássaros está ligada diretamente com a genética. E agora vem a pergunta, quem nos dias atuais consegue tirar 16 filhotes de um mesmo casal no ano? Ou para melhorar, quantos casais em seu criadouro geram mais de 16 filhotes por ano? Devemos reconhecer que não é uma coisa tão normal nos dias de hoje.
Muitas vezes temos o resultado ao contrário, eu por exemplo este ano fiz um casal onde nasceram 5 filhotes (2 morreram já empenados) e os outros 3 são para mim, os melhores do ano até agora. Pena que a fêmea morreu com ovo atravessado, e eu não pude tirar os 16 filhotes que pretendia, na esperança que todos fossem iguais aos primeiros e só o último fosse o pior de todos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os filhotes começam a nascer

Como já era de se esperar, após a postura e o choco, alguns filhotes começam a aparecer nos ninhos. Os primeiros a nascerem foram de um casal de portadores de fulvo, e como a probabilidade de nascimento de fulvos neste casal é de 25%, dos 4 filhotes que nasceram, advinhem quantos são fulvos? Nenhum. É a lei de Murphy atuando mais uma vez. As primeiras posturas não foram muito férteis não, alguns casais encheram apenas o último ovo e alguns tiveram posturas vazias, o que eu considero normal. Já alguns casais me surpreenderam, pois mesmo sendo jovens, estão com todos os ovos cheios. Os filhotes que nasceram ainda estão em fase de crescimento e nenhum deixou o ninho ainda, não dando portanto, de ver como anda a qualidade.
Outro fator que quero relatar é quanto aos casais que estão criando nas gaiolas novas, aquelas tipo armário, apenas com a frente com grades. Pelo que notei, os pássaros demoram mais a se adaptar, e algumas vezes acabam batendo contra as laterais de madeira. Quanto aos ninhos novos as fêmeas se adaptaram bem, não havendo problema algum. Como eles são mais fundos, vou aguardar para ver a saída dos filhotes, dizem os entendidos, que estes ninhos só permitem que os filhotes saiam dele, quando realmente estiverem fortes e no tempo certo, o que facilita a separação dos pais logo em seguida, é esperar para ver.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Começo das Posturas

Como diz o próprio título, após acasalar os pássaros no início de Março, as posturas começaram por volta do meio do mês e a expectativa é que já na próxima semana comecem a nascer os primeiros filhotes. Sei que para alguns comecei tarde, mas sempre criei assim, tinha épocas que eu só acasalava depois de terminado todos os campeonatos.
Voltando aos ovos, este começo não mudou muito dos anos anteriores. Alguns casais ainda se adptando e com os primeiros ovos vazios, e o que mais me intrigou foi que de 12 gaiolas, 3 fêmeas pusseram e em seguida comeram seus ovos. Eram fêmeas que estavam criando pela primeira vez, e pelas pesquisas que andei fazendo por ai, com veterinário e foruns do exterior, acho que trata-se de um mal hábito e não alguma deficiência na dieta.
Para a solução destes casos, sugiro que logo após a fêmea comer seu ovo, deve-se colocar um ovo de plástico. Eu particularmente confecciono estes ovos com DUREPOX, já que eu prefiro eles maiores, e não estes que são vendidos por ai do tamanho de um ovo de canário. Por serem de DUREPOX, além de se conseguir fazer o tamanho que se queira, também ficam mais pesados, o que dificulta as fêmeas de jogarem eles pra fora do ninho.
Vale ressaltar que nem sempre são as fêmeas as responsáveis por tal atrocidade com seus ovos, os machos também podem cometer tal delito, mas no meu caso foram elas mesmo, já que os machos já foram udados anteriormente, e as penas sujas de ovo da cara das fêmeas não deixava dúvidas.
Agora quando a fêmea é boa demais, eu uso uma armadilha para retirar seus ovos, sem dar chance a ela de comer. Eu fiz um furo no meio do côncavo de uma das bases usadas dentro do ninho, e todo dia antes de ela pôr, eu troco a base normal por esta furada, que fica um pouco elevada. Por baixo coloco serragem e apenas aguardo, quando eu retorno ao criadouro ao final do dia, basta levantar a base, pegar o ovo intácto e colocar embaixo de uma ama seca. É uma armadilha que já me rendeu bons resultados, só lembrando que depois de retirado o ovo, volta a base normal e é colocado um ovo postiço para ela continuar chocando.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Volta

Depois de um longo recesso, resolvi voltar a escrever no Blog. Esta parada teve uma mistura de frustração e férias, frustração pelo baixo número de filhotes tirados este ano que passou, que já foi motivo de outro post. Já as férias foram tanto particulares como dos próprios pássaros, já que com este calor que faz aqui no sul, dei um tempo na criação e apenas deixei a bicharada descansar em voadeiras.
O ano que passou foi catastrófico, só teria sido pior, se uma epidemia tivesse acabado com o plantel, porque pela primeira vez em quase 30 anos criando periquitos, consegui a proeza de só criar 37 filhotes. É bem verdade, que este ano acasalei os pássaros no dia primeiro de Maio, contra normalmente no final de Fevereiro de todos os outros anos, mas mesmo assim acho que isto não é e não pode ser justificativa para a baixa produtividade.
Levantei alguns dados no meu programa que controla a criação e cheguei a alguns números que gostaria de partilhar com vocês. Usando 12 gaiolas de criação, neste período de Maio a Novembro do ano passado, consegui criar com 15 casais diferentes. Para a formação destes casais foram utilizados 10 machos e 15 fêmeas, o que mostra que alguns machos acasalaram com fêmeas diferentes e que nenhuma fêmea teve filhote com mais de 1 macho. Levando-se em consideração a rotatividade dos casais durante o ano, fica claro que a antiga máxima ainda prevalece: “tenha sempre o dobro, no mínimo, de fêmeas em relação ao número de gaiolas”. E temos que reconhecer, o trabalho delas é muito mais árduo do que o dos machos, afinal elas são encarregadas de botar os ovos, chocar e ainda cuidar dos filhotes até que eles saiam do ninho.
Agora o que me surpreendeu foram os números de filhotes apurados por casal, que foram os seguintes:

5 casais tiveram 1 filhote
5 casais tiveram 2 filhotes
2 casais tiveram 3 filhotes
1 casal teve 4 filhotes
1 casal teve 5 filhotes
1 casal teve 7 filhotes

As duas primeiras linhas acima assustam, e o que se vê é os últimos 3 casais procriando a mesma quantidade dos outros 12 casais. Que alguma coisa aconteceu, eu não tenho dúvidas, o pior é que eu não consegui identificar o que estava errado.
Para finalizar, mesmo com esta baixa produtividade, e esta é uma estatística que eu faço a bastante tempo, os melhores meses de criação em meu criadouro sempre foram Julho, Agosto e Setembro em todos os anos.
Como diz o título do post, estou voltando, mas com uma insegurança tremenda. Afinal, as fêmeas que estão no plantel continuam sendo as mesmas do ano passado, e que não foram lá estas coisas na gaiola de criação. Por outro lado, as novas filhotas são poucas e ainda muito jovens. Ou seja, será uma volta apreensiva, com os dedos cruzados.

domingo, 29 de agosto de 2010

Ampliação do Criadouro

Desde que comecei a criar periquitos de exposição, nunca tive mais do que 12 gaiolas de criação. Isto porque o espaço era sempre pequeno e o tempo era menor ainda. Me adaptei a este estilo de criação e sempre achei que este era o meu limite. Mas, nunca se sabe o dia de amanhã e com uma idéia e um sonho em mente, acabei por aumentar minhas gaiolas de criação para 24. Digo um sonho, porque desde que conheci o sistema de criação europeu através de fotos em revista, sempre quiz ter um armário gaiola, ou como eles chamam cabines de criação. E assim, depois de anos, aproveitando a parede que era pequena, mandei fazer o tal móvel. As frentes das gaiolas mandei fazer sob medida no Rio Grande do Sul, o móvel foi projeto meu e a execução do rapaz que fez os móveis da minha casa. Confesso que não sei se fiz uma boa coisa, foi muito mais paixão do que razão. Falo isto porque acho que vou ter dificuldade em me adaptar com relação a limpeza, já que não existe grade de fundo e os pássaros ficam em total contato com o fundo da gaiola. Ainda falta mandar fazer os ninhos, e a idéia é copiar o modelo utilizado por Joe Mannes, que eu achei ser muito prático. A medida que começar a usar as novas gaiolas irei postando aqui, para que se possa fazer uma melhor avaliação do projeto. Inicialmente o que pude notar é que os pássaros que já coloquei nas gaiolas para teste, se mantiveram muito calmos, diferentemente de quando estão em gaiolas de ferro. Espero também que isto não seja motivo de aumento de stress dos bichinhos. Abaixo algumas fotos para melhor visualização.